Gente , eu ainda to mudando um monte de coisa no primeiro capítulo, mais está + ou - assim:
CAPÌTULO UM
O BAILE
Era dezembro de dois mil e seis e todos davam boas vindas às férias de final de ano. As escolas davam adeus há mais um ano letivo, os alunos estavam radiantes e todos falavam sobre as atividades que planejavam fazer nas férias.Eu estava muito animada, pois Carlos, meu pai, vinha há muito tempo planejando uma viagem de visita aos meus avós que moram em Paris na França, pois há muito tempo não os via.
Eu queria muito ver meus avós, mas, o que me interessava mesmo era conhecer o Palais Garnier –ou Ópera Garnier onde pertence uma das companhias de balé mais importantes do mundo. Esse era um sonho que eu mantinha desde pequena, quando ainda fazia aulas de balé na Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro -ou escola Maria Olenewa.Com certeza não só eu, mais inúmeras pessoas sonham em conhecer a Ópera Nacional de Paris.
Eu havia acabado de completar dezoito anos, e meu pai estava morrendo de medo da hora que eu resolvesse abrir minhas asas e levantar vôo.Ele havia me dado presentes caros na tentativa desesperada de me manter sobre seu teto. Entre esses presentes havia um lindo vestido Christian Dior, azul, de alta costura, cheio de pedrarias, e impecável até o ultimo detalhe e tinha a assinatura de um famoso estilista francês chamado John Galliano. Esse vestido era perfeito para o baile de formatura que ia acontecer no próximo sábado. Haviam cartazes espalhados por toda escola informando que o baile aconteceria no dia nove de dezembro, que todos deveriam usar mascaras, e o clima era de grande expectativa.
Eu ia ao baile acompanhada pelo Edu, meu melhor amigo, pois tivemos a infelicidade de não encontrar outros pares.Nunca fiz muito sucesso com os garotos da escola em que estudava, pois nunca fui a “rainha da beleza”, mas de uns cinco anos atrás até hoje, aconteceram mudanças significantes com a minha aparência, e eu tinha que admitir que tinha me tornado uma moça encantadora aos olhos dos rapazes.Mas mesmo assim, parecia que eu era invisível para os garotos da minha escola, ou talvez fosse a minha postura, pois nunca dei ousadia para rapazes que não queriam assumir nenhum tipo de compromisso.
A semana passou voando, eu havia ajudado o meu pai com os preparativos da viagem que ia acontecer na semana que vem, e também passei horas na Internet pesquisando sobre pontos turísticos de Paris.
Enfim era sábado. Eu acordei às três horas da tarde e fui correndo para o shopping para comprar um sapato – Prada claro – que combinasse com o vestido e fazer um lindo penteado.Cheguei no salão do shopping atrasada, e o salão estava lotado, até parecia que todas as garotas da escola estavam ali.
Cheguei em casa as sete e meia da noite, e tive de me apressar, pois só tinha trinta minutos até que meu amigo Eduardo estivesse chegando para irmos juntos ao baile.Subi correndo as escadas que levam ao segundo andar onde fica o meu quarto. Meu quarto era bem amplo, nele havia duas grandes janelas, uma pequena sacada que dava para frente da casa, a mesa onde ficava o meu notebook perto da entrada da sacada, uma penteadeira do século XVIII que meu pai havia mandado reformar, pois havia sido das minhas avós e tinha um grande valor sentimental, uma cama king-size, um banheiro e um pequeno closet. As cortinas eram brancas e preenchidas por um bordado dourado que formava diferentes figuras, o chão era coberto por um grosso carpete cor de areia que combinava com a cor das paredes que eram de um tom de amarelo. Ao lado da minha cama tinha um pequeno criado mudo com um abajur e uma bíblia em cima –pois sempre lia um salmo antes de dormir.
Quando cheguei ao meu quarto fui direto ao closet. Não foi difícil achar meu vestido, pois a grande caixa branca com o logotipo da grife francesa estava perto da porta. Tentei me vestir o mais rápido que pude, mas botões não foram feitos para mim.
Depois que coloquei o vestido fui ao banheiro para retocar a maquiagem e colocar um lindo conjunto azul de bijuterias que eu havia comprado no shopping, e caia muito bem com o vestido. Enquanto terminava de aplicar spray fixador no cabelo para o penteado não desmanchar, ouvi o barulho de alguma coisa quebrando no meu quarto, e quando saí do banheiro me deparei com a cena. Eduardo havia jogado uma pedra do tamanho de uma laranja na minha janela, e a essa hora estava morrendo de rir. Era possível ouvir aquelas risadas escandalosas a mil metros de distância.
Eu pude sentir o sangue subindo pelas minhas veias, e naquela hora eu queria apertar o pescoço de Eduardo como uma jibóia.Será que ele tinha três anos de idade?Será que eu estava sendo levada ao baile por um retardado?Será?Quando dei por mim eu estava gritando e esses pensamentos haviam se transformado em palavras ofensivas.
―Eduardoooo ―gritei nervosa.
―O que foi agora? ―respondeu ele debochadamente.
―Como “o que é que foi agora”―respondi agindo ao deboche dele. ―Como você explica o vidro da minha janela quebrado, uma pedra do tamanho de uma laranja perto da janela e o meu carpete cheio de estilhaços de vidro?―gritei nervosa.
―Essa é fácil de responder. Algum príncipe do século XVI veio te buscar em um cavalo branco e jogou uma pedra na sua janela para te chamar, pois pessoas do século XVI não sabem da existência da campainha. Há, há, há, há. Explicado?―respondeu ele dissimuladamente.
―Não!!!Essa história está muito mal explicada. Mais, já que, você é o “senhor resposta pra tudo”, me responda! Estou saindo com uma criança de três anos ou estou sendo levada ao baile por um retardado? ―Disse ainda gritando.
―Há , há, há .Nossa Raquel como você ficou brava. Janelas são coisas materiais, e coisas materiais não devem afetar o nosso estado de espírito. ―Falou ele.
―Desde quando você virou espiritualista? ―perguntei secamente.
Desta vez ele ficou sem responder coisa que ele nunca fazia.
―O que é? Deixei o “senhor resposta pra tudo” sem palavras? ―Perguntei.
―Não. É que eu não quero gastar a minha saliva com qualquer coisa. ―Disse ele.
―Realmente você não precisa gastar sua saliva, mais vai gastar um bom dinheiro para mandar concertar a minha janela. ―Retruquei, avisando as más consequências do ato dele.
―Nossa Raquel, você realmente nunca alivia nada pra mim! ―Disse ele.
―Para você ver, fazer o quê?É a vida, pois como diz o ditado “aqui se faz, aqui se paga” ―Debochei.
―Chega Raquel!Vai logo, porquê a gente vai se atrasar. ―Gritou.
― “Tô” sem a mínima pressa. ― Menti.
―Acho melhor você parar de pensar só em você! ―Disse ele duramente.
―Olha só quem fala!Pelo menos não foi eu quem peguei dinheiro do cofrinho que a sua mãe guarda dinheiro pra doar á caridade! ―Retruquei com sarcasmo.
―Não vai me chamar para entrar? ―Perguntou ele.
―Não, eu já estou descendo e não quero me atrasar. ―Respondi.
Novamente ouvi as risadas escandalosas de Eduardo. Rapidamente guardei minhas coisas, peguei um casaco e desci.
Ao sair de casa entrei direto no carro do Eduardo –Ele já estava dentro do carro bufando. Não demorou muito para que ele cortasse o silêncio.
―E aí? Está confortável “madame”? ―Falou ele com sarcasmo.
―Super confortável, obrigado por perguntar “nobre cavalheiro” ―Disse eu com sarcasmo, respondendo a pergunta dele.
Nós dois caímos na risada. Era muito fácil rir perto do Eduardo –tanto quanto era ficar irritada com as bobagens dele.
―E aí? Criou coragem para falar com a Natália? ―Perguntei porque estava curiosa sobre isso, pois o Eduardo sempre gostou da Natália mais nunca teve coragem de revelar seus sentimentos para ela com medo de levar um fora.
―Natália? Quem é essa? Nunca ouvi falar, e nem quero ouvir! Não conheço ninguém com esse nome. ―Respondeu ele com várias rugas envolta dos olhos que apareciam quando ele ficava chateado.
―Já entendi! Não toco mais nesse assunto. Palavra de escoteira!
―Falei.
―Você não é e nunca foi escoteira Raquel. ―Falou ele, me “pegando no pulo”.
―Você presta muita atenção ao que eu falo! Pare já com isso!
―Ordenei. O difícil era ele obedecer a ordem.
―Te “peguei no pulo” “né” Raquel? ―Perguntou ele.
―Sim. ―Admiti relutante .Ele sempre me pega no pulo até hoje me pergunto se ele é adivinhador, sensitivo, médium, ou sei lá o que.
―Ta bom Raquel eu falo―falou ele fazendo careta exagerada.
―Com qual condição? ―perguntei antecedendo que ele ia impor alguma condição.
―A de você não tocar mais no assunto, feito?
―feito, claro ―falei concordando.
―Então...como você sabe ,eu estava tentando criar coragem pra falar sobre meus sentimentos com ela. Ontem eu encontrei a Natália no shopping e do nada veio a tal coragem, e eu nem tinha passado perto da loja de destilados ―ele meio que falou isso se gabando por não ser um completo covarde coma a maioria dos seres vivos que contém auto nível de testosterona no organismo... ai,ai homens ―Quando esbarrei com ela perguntei se ela tinha um tempinho pra falar comigo, e ela disse que sim .Nós nos sentamos em um dos bancos do shopping e começamos a conversar .Papo vai papo vem eu finalmente falei sobre o que eu sentia em relação a ela ―disse ele, no mesmo momento começou a mudar de expressão e eu temia o que estaria por vir ―Ela ficou totalmente pasma, falou que estava quase noivando, que o que eu disse a ela era besteira da minha cabeça e que ia passar .Falou também que me considerava muito como amigo e quando essa minha idéia louca e absurda passasse esperava que eu continuasse sendo seu amigo...apenas amigo ―por um momento eu pensei que ele ia chorar ―Eu tentei, eu tentei falar que um sentimento como esse não vai e volta quando a gente bem entende, mas ela me cortava falando que seríamos apenas amigos, apenas bons amigos e nada mais ―dava para perceber visivelmente como esse negócio de “apenas bons amigos” o tinha afetado ―Raquel eu fiquei de saco tão cheio que deixei ela falando sozinha e fui direto para casa ―depois somos nós as choronas ―bom acho que você já entendeu e eu não preciso mais falar nisso ―disse ele interrompendo a triste história sobre “o fora”
―claro que entendo amigo .Mais saiba que você é muito especial e que com certeza tem alguém muito interessante a sua espera.
Que isso Eduardo, não se deprima “bola pra frente” ―tentei inutilmente anima–lo.
―É Raquel “bola pra frente” ―falou ele ainda com a voz tristonha ―chegamos! ―disse ele afoito.
―Nossa ,como a decoração está linda !Capricharam esse ano ―Falei realmente impressionada.
―Bom pelo menos por fora está realmente bonito, temos que ver dentro do ginásio ―disse Eduardo.
Quando chegamos foi fácil achar uma vaga para estacionar o carro .Logo coloquei a minha máscara azul com pedras swarosviski que combinava com o vestido. Eu pensava “hoje eu serei quem eu quiser ser”, não sei o porquê, mas usar máscara me passava uma sensação de liberdade.
―Nossa Raquel ,caprichou no figurino hein? Você está exuberantemente deslumbrante, e digo isso sem exagero―ele sempre é exagerado, até mesmo agora ,porque sinceramente eu não estava me sentindo nem um pouco “exuberantemente deslumbrante”–apenas deslumbrante... Raquelzinha, Raquelzinha, lembrei a mim mesma: “para de se achar sua fresca” ,não que eu seja fresca ,mas pelo amor de Deus ,uma pessoa que só calça donna karam, prada ,timberland e usa perfumes thierry mugler, Dior, Armani e Carolina Herrera não dar um ataque de frescura de vez em quando, me poupe
―É porque ta escuro Edu, duvido que se estivesse claro você teria a mesma opinião sobre minha aparência ―falei tentando mostrar humildade –fresca...hum talvez, desumilde nem pensar!
―Ai, ai, Raquel. Só você mesmo pra se fingir de cega― falou Eduardo caçoando da minha discrição.
―Ta bom Eduardo, obrigada pelo elogio ― o meu tom saiu meio que áspero.
―Disponha! ―respondeu ele com um tom áspero também ―Vamos entrar logo ―falou ele .
―Atrasar é chique queridinho. Há, há, há,há― caçoei.
―E ficar do lado de fora perdendo a festa é idiotice .Vai me dizer que ser idiota agora é chique? ― falou o “senhor resposta pra tudo”.
―Nossa como você é engraçado!
Quando entramos, ficamos paralisados, realmente tinha caprichado na decoração. O teto tinha um globo de espelhos, daqueles que a gente vê em filmes com cenas em discotecas, ao lado havia uma grande mesa com aperitivos, uma bacia de ponche (que eu tinha quase certeza que já estava batizado), copos ,refrigerantes e fumaça saindo de copos com suco resultante do gelo seco. A pista estava milagrosamente cheia (concerteza os pais haviam levado os filhos com medo de que voltassem dirigindo bêbados), mas o Dj já estava na picape e estava tocando uma música que era parecida com lambada mais se chamava zouk. Quando eu ia entrar olhei meu reflexo no vidro de uma das portas e contei até três, pois não que eu quisesse roubar a cena, mais eu seria muito boba em não saber que um vestido Dior não atrairia olhares (principalmente de cobiça ou inveja),e entrei ginásio adentro.
Eu infelizmente estava certíssima, pois quando o porteiro abriu a porta e eu entrei todos os olhares se voltaram pra mim. Minhas pernas tremiam e eu temia que isso contribuísse pra que eu tropeçasse nos degraus da escadaria,então falei pra mim mesma: “não caia, mantenha-se irresistível e arrase”, te digo, não foi fácil vencer o desafio de descer as escadas, lembrando que: (1)eu não podia olhar para os degraus, (2)estava usando uma sandália salto agulha e (3) minhas pernas tremiam mais que rabo de cachorrinho feliz.
Quando olhei ao meu redor podia ver Rafael tomas e todos os atletas da equipe de futebol olhando a menina vestida arrebatadoramente de azul−que por um acaso era euzinha −e praticamente todos os rapazes que estavam no mesmo ambiente que eu − com exceção dos que estavam naquele momento entrelaçando a língua com suas parceiras − e, alem dos meninos pude notar os olhares invejosos das garotas ao meu redor com exceção de uma que era verdadeiramente minha amiga , a Diana ,mas fazer o que?Esse é o preço que qualquer mulher vestindo um vestido Dior pagaria, e o que nós mulheres não nos submetemos para ficarmos deslumbrantes? Não demorou muito para que alguém me distraísse do meu suposto momento de glória.
—Raquel, você está vendo isso?Você colocou Samantha Jackson na sola de suas sandálias prada! — O Eduardo conhece muito bem o meu gosto por marcas — Olha como todo mundo está olhando pra você.
— Percebi — se era de uma mascara que eu precisava pra alguém me notar porque não me avisaram antes?
—Também gata desse jeito Raquel, o que você esperava?
—Esperava que você parasse de falar meu nome em voz alta! Isso tudo deve-se ao meu anonimato, esqueceu das mascaras?
—A ta entendi. Me concede uma dança?
—Claro... que não. Você lembra o estado que meus pés ficaram da ultima vez que nós dançamos por conta das suas pisadas?
—Vai Raquel, você sabe que eu andei tendo aulas de dança.
—tudo bem então, mas é claro que eu ia dançar com você ,eu só tava brincando com você. —na verdade eu tinha esquecido que ele havia tido aulas extras, mas ele não precisava saber disso.
Para minha surpresa Eduardo dançava como um perfeito cavalheiro – Ele me conduzia, não ao contrário como acontecera nas ultimas vezes. Quem fez esse milagre? Edu dançar zouk, um ritmo parecido com lambada – a tal dança proibida?Realmente eu estava sonhando!Sem duvida.
—Nossa Edu ,estou realmente pasma.
Eduardo parou abruptamente de dançar.
—Por quê?Só porque eu não conseguia dançar sem pisar em você?
Eu ri com o ressentimento na voz de Eduardo.
—Isso mesmo, nossa, quem te ensinou dançar desse jeito realmente merece servidão eterna!Você dança perfeitamente, como um perfeito cavalheiro latino. — ...Um cavalheiro gostoso, caliente ...ai Edu ,como você pode fazer isso? Não, não pode, não hoje, não na minha noite. Cara se ele não fosse meu melhor amigo juro que teria o beijado. Ele agora tinha seus braços ao meu redor como uma corrente de aço, e parecia estar me levando aos céus com a leveza de seus movimentos delicados e calientes. tive que lembra a mim mesma: “Raquel ele é o seu melhor amigo,não o beije e estrague sua amizade porque ele simplesmente dança como um anjo, como um ... ai, ai ... hum Edu ... ai Edu. Raquel se controle! Respirei fundo e continuei dançando com o Edu.
—Olhe só isso — disse ele me tirando de meu devaneio.
—O quê? —Antes que ele pudesse responder eu pude perceber do que ele falava. Todos davam espaço para passarmos e logo se formou um circulo em volta de nós, enquanto Kelly macolin e samantha Jackson – as senhoritas populares – se mordiam de inveja.
Logo estávamos nos movendo dentro do circulo, dançando como nunca ninguém que ali estava havia visto alguém dançar em um baile estudantil.
Eduardo estava incansável. Eu parecia voar quando ele me erguia e eu fazia algumas acrobacias na coreografia, fora que eu executei inumeráveis cambrês enquanto Eduardo me guiava.
—Você não cansa Edu? — falei esbaforida.
—Por que está me perguntando isso?
—Porque estamos dançando a pelo menos dez minutos e você nem está ofegando.— Fora que estava me erguendo, e eu não sou tão leve como um bebê – cinqüenta e cinco quilos pesam meu bem.
—Raquel, eu ultimamente estou me exercitando, praticando tênis e dançando. Pensa um pouquinho Raquel, eu teria que ganhar alguma resistência física com isso certo?
—Obrigado por me chamar de sedentária!
—Eu não te chamei de nada, mas se a carapuça serviu...
—Arg!
—Calma, é brincadeira.
Eduardo não cansava de mostrar suas habilidades recentemente adquiridas com as aulas de dança que fizera, até que graças ao bom Deus alguem me salvou das garras do rude, caliente, gostoso... Ai, ai – Raquel contenha-se – daquele dançarino incançavel.
—Com licença? —perguntou alguem a quem eu não reconheci a voz naquele exato momento.
—Pois não? —respondeu Eduardo ríspidamente.
—Será que eu posso dançar com essa gata? — Eu conheço essa voz.
—É claro.Que não. —Respondeu Eduardo de forma muito grosseira.
—Qual é cara?Eu não vou arrancar um pedaço dela. —Não acredito, não mesmo. O dono dessa voz é o Rafael Tomas. Espera um minuto, ele me chamou de gata?Eu ouvi direito?
—É melhor previnir! — você é um homem morto Eduardo!
—Entendi. O problema é que você não se garante. —bem feito, levou uma agora.Agora é minha vez.
—É claro que eu danço com você. —Respondi tapando a boca de Eduardo.
Rafael me surpreendeu dançando.Eu pensei que os gatos da equipe de futebol tinham a obrigação de saberem dançar, infeliozmente estava enganada pois ele pisou quatro vezes no meu pé.E assim foi em diante, eu fui passando literalmente de mão em mão e estava quase tonta de tanto girar.Você não sabe quantas cantadas mal formuladas eu recebi, como: “machucou quando você caiu do céu?”, “Seu pai é confeiteiro?Porque você é um docinho.”, entre outras.Outra coisa ilária foi quando eu dançei com os nerds, isso mesmo, quando eu falei que passei de mão em mão foi literalmente, há, e como eu descobri que eram os nerds mesmo usando mascaras? Essa é facil, pois só nerd usa mascara e óculos pra não cair por ai, fora que são os que tem as piores cantadas. Tô falando que aquela noite era um sonho, e o pior é que eu estava morrendo de medo de cair da cama executando os movimentos dançantes, pois é eu falo e gesticulo enquanto sonho e quem não faz isso que atire a primeira pedra (se possivel diamantes há, há ,há).Pois é ,eu estava lá dançando quando algo muito estranho aconteceu.
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